Cartas do Everest

Depois de percorrer 80 países e escrever nove livros relatando suas aventuras, Airton Ortiz mudou de gênero: passou para a ficção, pois a não-ficção não lhe permitia mais descrever a experiência humana com a profundidade que ela merece.

Trata-se da história de três alpinistas escalando a mais alta montanha do planeta. A expedição, formada por um americano, um alemão e um brasileiro, passa por momentos terríveis e cada um dos amigos reage de forma diferente diante das tragédias, pois é na natureza selvagem que os humanos expõem o seu verdadeiro caráter.     Clique aqui para comprar on-line na 360 Graus – Livros

Os papéis desempenhados no mundo comum se alteram, as máscaras sociais perdem seu valor. Diante da morte, os homens são o que realmente são, e não o que pensam, ou gostariam, de ser. A luta pela sobrevivência nas encostas traiçoeiras do Everest propicia ao brasileiro, autor das cartas, uma profunda reflexão sobre o sentido da vida e suas derivações. Escrito numa linguagem belíssima, CARTAS DO EVEREST é literatura em ritmo de escalada; um clipe literário.

ORELHAS

Cansado de ser derrotado pela vida, desta vez Cláudio Adônis Montenegro está decidido a vencer – e a qualquer preço. Acompanhado por dois grandes amigos, astros do alpinismo internacional, o montanhista amador parte para o Everest, em sua terceira tentativa. Se o desafio é incerto, sua convicção não.

A pequena expedição, planejada para ser um rápido e seguro passeio montanha acima, é surpreendida por uma tragédia descomunal. Mesmo diante de uma realidade tão brutal, capaz de abater a mais sólida das mentes, Cláudio não sucumbe. Pelo contrário: desafiada, sua alma supera todos os limites, alcançando uma grandeza que não imaginava possuir.

Narrado num alucinante ritmo de despedida pelo protagonista, sitiado no cume da montanha por uma terrível tempestade, o drama descrito em Cartas do Everest vai muito além da aventura, não se limitando a ser mais uma história de alpinismo. O romance é uma profunda reflexão sobre a natureza humana, e expõe todos os seus matizes, – dos sentimentos mais nobres aos mais sórdidos, das emoções mais superficiais às mais profundas. O autor retrata não apenas as relações humanas em seu grau mais íntimo, mas também as relações entre pessoas e suas crenças superiores. Ou a falta delas, pois é na natureza selvagem que os homens expõem o seu verdadeiro caráter.

Inspirado em fatos reais, Cartas do Everest é literatura em ritmo de escalada. Dramático, divertido, psicologicamente verdadeiro e emocionalmente realista, é um livro verossímil e contundente demais para ser lido apenas como ficção. Com esta obra Airton Ortiz reinventa o gênero romance de aventura – e mostra que seus personagens conhecem o terreno onde estão pisando. Um livro capaz de prender o fôlego do leitor da primeira a última página.

CONTRACAPA

“Esta clareira, embora livre de ser esmagada pela queda de alguma torre de gelo, me expõe ao temporal além da prudência que sempre tive. A tormenta não cede, o mundo sopra ao meu redor. Os pés-de-vento irrompem, destronam as banquisas, lançando-as para lá e para cá sem o menor jeito; folhas outonais varridas por um jardineiro enraivecido. De nada vale a barraca se for arrancada como parte da montanha e jogada nos precipícios.”

“A ventania, sorrateira como chegou, se vai; o vazio absoluto retorna. Em seguida o vento estoura de novo. Sinto a geleira se desagregar, o mundo se esboroa aos poucos. Nada mais me espera a não ser o ar vaporoso me engolfando. As tragédias foram repentinas, não tivemos como evitar. Basta fechar os olhos e tudo vem à lembrança, como se estivesse acontecendo novamente. Vão morrer comigo, mas bem vivas.”

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